Chamaram-me por um nome
que quase reconheci.
Acaso tenha sido o meu,
ou de alguém que fui
quando ainda cria nas molduras
pendidas pela casa que as paredes ouviam.
É difícil destrinçar
o que cai
e o que dou ao extermínio.
Talvez palavras arcanas
se desfaçam nas sombras deléveis
de um arquivo morto-vivo
a que não se acede nem pelo esforço retrospectivo.
Alguém me amou, creio,
ou foi mais uma ficcionalização de uma coxa imagística — a mente a projectar afectos
sobre o silêncio de um ecrã suspenso.
Não há mais dms ou sms,
nem o eco de um gesto que pressupõe a voz dos vínculos.
Apenas um vazio onde tudo se esparge
E o corpo?
Desaparece nas conexões invisíveis,
como uma ignorada notificação.
É o fragmento perdido na sombra de um átono sentido.
Talvez não mereça o ónus límbico,
Mas é assim que a impossibilidade do poema termina
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