Como se de vento se tratasse
a estranha força do verbo
impele-nos a fugir
— à liberdade, à morte,
à liberdade da morte,
à morte da liberdade —
por isso fujamos
como de um furacão
ou ao seu encontro
Por que não haveria de lavrar comentário sobre a visão da montanha como fosse a minha vida? O que viste de vaidade, instrumentalizando natureza sob o domínio da metáfora, afinal espelha dois reflexos de corpos em relação, não tão distintos entre si, que o engenho do poema põe em movimento comum, avizinhando-os na dobra difusa entre estranhamento e coração.