A nuvem em pausa que miro assemelha-se
à nuvem sobre o tabernáculo, borrão gráfico na página vazia.
Enigma simbólico, as sinapses relampejam como céus bíblicos.
Estranha potência, ente divino; há qualquer coisa ali,
pode haver, tem de haver, senão o que fazemos com a vida?
Que promessa nos está reservada ou nos foi negada
além do monte do que vemos?
A letra mata.
Onde se encontra o espírito que a vivifica?
Faz um silêncio terrível, contínuo.
Homens parados. Tapamos os ouvidos.
Piedosos, os animais fitam-nos.
Todo o poema é impossível.
à nuvem sobre o tabernáculo, borrão gráfico na página vazia.
Enigma simbólico, as sinapses relampejam como céus bíblicos.
Estranha potência, ente divino; há qualquer coisa ali,
pode haver, tem de haver, senão o que fazemos com a vida?
Que promessa nos está reservada ou nos foi negada
além do monte do que vemos?
A letra mata.
Onde se encontra o espírito que a vivifica?
Faz um silêncio terrível, contínuo.
Homens parados. Tapamos os ouvidos.
Piedosos, os animais fitam-nos.
Todo o poema é impossível.
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