20 de junho de 2017

Nervoso animal o poeta
esgaravata o silêncio como se pudesse
encontrar qualquer coisa
por baixo ignorando que este é só ar
muito embora saia de tal infrutífero
frenético devaneio com a pele mole
debaixo das longuíssimas unhas
negramente pintalgada
sinal que afinal
as coisas não estão assim tão
enfermas de realidade

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