10 de maio de 2017

Impaciente busquei
ver claro no enigma das letras antigas,
cada vez mais fundo nesse túnel,
beber do conhecimento dos mortos
e velhos da união

Hoje sei que o conhecimento é uma luz
que se divide em duas meias luzes
iguais que entram de imediato em
conflito entre si

Preferível o bom senso
nada falar para poder tudo ouvir
de quem amamos

Única saúde e sonho

Que abracemos antes os homens
dentro dos livros

Antes que todas as letras,
das novíssimas às das tabuinhas,
não passem de cataratas
de cinza tombando sem ruído
e sem testemunha numa região longínqua
da memória colectiva


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